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Mostrando postagens de junho, 2012
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DUAS OU TRÊS OPINIÕES CONTROVERSAS SOBRE ESTUPRO Esta vem do blog I Blame the Patriarchy , de um post de 2006 (eu li faz um tempão, achei interessante, traduzi, e o esqueci numa dessas gavetas também conhecidas como arquivo de computador): “Estupro não é um apenas um conjunto de incidentes cometidos por um contingente de psicopatas. É, como disse Susan Brownmiller , 'um processo consciente pelo qual todos os homens mantêm todas as mulheres num estado de medo'. Se você é um homem, e não estupra mulheres, bom pra você, mas se você me mandar um comentário elaborando como o seu autocontrole nobre e pessoal invalida a afirmação de Brownmiller, você estará apenas se envergonhando. Independente do tipo de homem que você é, você se beneficia de mil formas diferentes da subordinação feminina perante a violência sexual. Os estupradores de verdade criam o choque e o espanto, mas eles são apenas a infantaria; cabe a você acabar o trabalho. Você...
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A ETERNA PARADA DOS SEM NOÇÃO Precisamos de um dia de protesto para poder beijar em público! Hoje é Dia Mundial do Orgulho LGBTTT. Parabéns, pessoal! (o título do post não tem a ver com a Parada Gay!). Tem que se orgulhar mesmo de ser o que é, apesar de o que somos (lésbicas, gays, transexuais, mulheres, negros, gordos, ateus, pessoas com necessidades especiais etc) ser constantemente massacrado pela sociedade através de violência , discursos de ódio , religiões , piadinhas , falta de represen tat i vidade , preconceitos, insultos , e a té leis contra nós. Apesar do dia 28 de junho ser dedicado ao orgulho LGBT, faço questão de escrever no plural. Todas as minorias são discriminadas. Ao invés de competirmos numa espécie de Olimpíada da Opress ão para ver quem sofre maispreconceito, temos mais é que nos unir. E mais: precisamos ter orgul ho de estar na companhia de outras minorias igualmen...
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A arrogância segundo os medíocres “Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez. “Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou. Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”. Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) pratic...