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Mostrando postagens de julho, 2014

Vida Estelita

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" Integrantes do Movimento Ocupe Estelita fazem uma reflexão política e pessoal sobre o processo de discussão da cidade. "Vida Estelita" constrói os principais eixos da transformação social que está em curso a partir do olhar desse grupo de ocupantes. O filme nasceu a partir de uma roda de conversa, e os relatos articulados nesta narrativa revelam um pedaço do imaginário coletivo. Os testemunhos contidos aqui se somam às inúmeras ações e reflexões de um grupo de pessoas que juntos fazem o Ocupe Estelita."

A periferia na televisão brasileira, entre a festa e a violência - por Maria Eduarda da Mota Rocha

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(fonte:  http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/05/sociedad/1404573921_467409.html ) A quase ausência de negros e mestiços nas arquibancadas dos estádios reproduz um fenômeno muito antigo: a invisibilida de dos pobres. A imprensa internacional já se deu conta da discrepância entre a composição racial brasileira e os rostos que vemos pela TV  nas arquibancadas dos estádios , durante os jogos da Copa. A julgar por essas imagens, os desavisados poderiam até pensar que o Brasil é um país de brancos. Na verdade, a quase ausência de negros e mestiços nas arquibancadas dos estádios reproduz um fenômeno muito antigo: a invisibilidade dos pobres na televisão brasileira. Até a década de 1970, a TV se voltava a um público quase exclusivamente composto pelas elites e classes médias altas. As tramas e ambientes da telenovela, por exemplo, tinham uma clara função pedagógica: dizer como deviam se comportar e consumir os membros daquelas classes, tanto os mais antigos quanto aqu...

R$1 - O Outro Lado da Moeda (1 Real - Documentário)

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"O documentário R$1 - O Outro Lado da Moeda revela a trajetória e os números que impulsionam o tráfico de pessoas para a exploração sexual no Brasil. O aumento no número de crianças e adolescentes exploradas sexualmente combinado com o número de desaparecimentos que ocorrem anualmente no Brasil, criam um cenário perfeito para o crescimento do tráfico de pessoas. O documentário R$1 - O Outro Lado da Moeda, revela a trajetória e os números que movimentam essa economia perversa. www.1real.org"

Há quem ame o país só nas Copas. Fora delas, quer que tudo se exploda - por Leonardo Sakamoto

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(fonte:  http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/07/07/ha-quem-ame-o-pais-so-nas-copas-fora-delas-quer-que-tudo-se-exploda/ ) Um carro enfeitado com uma grande bandeira do Brasil avançava velozmente pelo acostamento para fugir do congestionamento na rodovia dos Imigrantes na manhã desta segunda. Um casal, que saiu animado na tarde de ontem de um restaurante no Itaim, estacionou o carro – decorado de verde e amarelo – em uma vaga para pessoas com deficiência. O veículo não possuía nenhuma sinalização de pertencer a uma pessoa com deficiência. No sábado, um outro possante – que parecia uma festa junina ambulante de tanta bandeirola verde e amarela – abriu a janela, arremessou uma latinha de cerveja vazia na direção de uma pessoa em situação de rua que dormia no canteiro central de uma avenida, em Pinheiros, e disparou, cantando pneus. Os três causos foram em São Paulo, mas poderiam ter sido em qualquer lugar. Estava me perguntando qual a profundidade desse rompant...

Para uma Estética das Mulheres Erradas - por Marília Moschovich

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(fonte:  http://outraspalavras.net/destaques/para-uma-estetica-das-mulheres-erradas/ ) Na sociedade falocêntrica, os homens são as réguas. Mesmo com todo o “desejável”, ainda nos sentiríamos inadequadas. Subvertamos esta roda retrógrada Por  Marília Moschovich |  Imagem  Egon Schiele ,  Mulher com meias verdes , 1914 Eu tenho os pés grandes. Sou bem mais alta do que a média das mulheres e do que boa parte dos homens em nosso país. Não sou gorda, mas estou bem mais longe de ser magra. Usei óculos durante toda minha vida adulta, até bem pouco tempo atrás. Tenho os quadris (bem) largos. As coxas gorduchas. Um pouco de papo. Pelos em tom escuro. Estrias. Vasinhos nas pernas. Cicatrizes. Sempre tive – e ainda tenho – dificuldades em encontrar sapatos que me sirvam. Coloridos, diferentinhos, com pequenos charmes? Ainda menos. Roupas também, embora sapatos sejam mais fáceis. Sutiãs perfeitos? Nem sonhando. Sempre destoei, em termos de corpo, tamanh...

Felicidade fake: você é feliz quando ninguém mais está vendo? (por Fernando Teixeira)

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(fonte:  http://www.casalsemvergonha.com.br/2014/07/01/felicidade-fake-voce-e-feliz-quando-ninguem-mais-esta-vendo/ ) Já dizia o poeta: na internet, todo mundo é feliz. Os sorrisos são iluminados pelos neons da noite, os piqueniques no parque são planejados com esmero, os esportes radicais fotografados nos mínimos detalhes  e até um simples jantar com amigos ganha ares de culinária internacional. Uma timeline repleta de felicidade bem diante dos seus olhos, enquanto você está apenas assistindo a um filme na TV a cabo. A sensação é a de que as pessoas começaram a planejar programas unicamente para postar nas redes sociais. Para mostrar ao mundo o quanto a vida delas – e, por consequência, elas mesmas – são antenadas, cool, modernas. A plasticidade e a beleza de uma selfie podem esconder a tristeza de uma vida pautada em ser aceito. Em agradar a uma rede ilusória de ilustres desconhecidos por um punhado de curtidas. O quanto o reconhecimento virtual é mais important...