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Mostrando postagens de janeiro, 2013

Carpinejar do dia...

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Nada contra - Por Aline Valek

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(fonte: http://www.alinevalek.com.br/blog/2012/05/nada-contra/ ) Não tenho nada contra homofóbicos. Eu, inclusive, tenho muitos amigos que são. O problema é que tem uns homofóbicos escandalosos, que não conseguem ser discretos. Ficam dando pinta que não gostam de gay, sabe? Tudo bem ser uma pessoa rancorosa e preconceituosa, mas não em público. Entre quatro paredes e bem longe de mim, tudo bem. Nada contra mesmo. É impressionante o quanto eles se acham no direito de ficar com pouca vergonha na frente de todo mundo. Outro dia ouvi um cara dizer, em plena luz do dia e para quem quisesse ouvir, que “gay é abusado, mexe com homem na rua mais do que homem mexe com mulher”. Acredita? Mas já vi e ouvi coisas piores. “Tenho nojo de homem se pegando” ou “essas menininhas que se beijam não são bissexuais coisa nenhuma, só querem chamar atenção dos homens” ou ainda “te sento a vara, moleque baitola”, e por aí vai. E se alguém critica, logo apelam para “ah, foi só uma piada” ou “é a minh...

Trechos do Dia: F. Scott Fitzgerald.

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Por uma sociedade melhor, meninos deveriam brincar de boneca e de casinha - por Leonardo Sakamoto

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(fonte: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/01/06/por-uma-sociedade-melhor-meninos-deveriam-brincar-de-boneca-e-de-casinha/ ) Tenho dado bonecas de pano de presente para filhos de alguns amigos. Há algumas lojas que vendem brancas, negras, indígenas, asiáticas. Diante do estranhamento dos pais (“Ah, mas ele é menino!”), tento explicar que brincar de boneca e de casinha deveria ser algo incentivado a ambos os sexos. Formaríamos homens mais conscientes e menos violentos se eles entendessem, desde cedo, que cuidar de bebês, cozinhar, limpar a casa não são tarefas atreladas a um gênero, mas algo de responsabilidade do casal. Não há nada mais anacrônico do que tomar como natural que o homem deve sair para caçar e a mulher ficar cuidando da tenda no clã. Em alguns países, após um período inicial de licença maternidade básica, o casal escolhe quem continua fora do trabalho para cuidar do pimpolho. Podem decidir, por exemplo, que ele ficará em casa e ela irá para ...

"NÃO É NÃO" - Fabrício Carpinejar.

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(fonte: http://carpinejar.blogspot.com.br/2013/01/nao-e-nao.html) Arte de Yves Klein "Não" é não.   Se sua namorada não quer transar é "não".   Ela não está flertando, não vem lançando charme, não é joguinho de sedução, não demonstra resistência para excitá-lo.   "Não" é não.   "Não" não é talvez, não é "estou em dúvida", não é "vem que eu quero na marra".   "Não" é absolutamente não. É soberanamente não.   Se sua mulher não deseja, acabou. Vai dormir. Vai tomar um banho. Vai assistir a novela. Vai esperar o dia seguinte.   "Não" não é um sim disfarçado, um sim camuflado, um sim procurando insistência. É "não" e ponto final.   Se ela reclama de dor de cabeça, de indisposição, se ela não se interessa naquela hora é não. Não importa a desculpa: "não" é não.   Não venha com a fantasia da imposição, do convencimento.   Macho é o que aceita o ...

COMO SERIA ESTAR POR TRÁS DOS OLHOS DE UM AUTISTA? - por Gustavo Serrate

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"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo "Carly's Café", no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um. (fonte:  http://lounge.obviousmag.org/ponto_cego/2012/12/como-seria-estar-por-tras-dos-olhos-de-um-autista.html ) Lê se na tela de um computador: "Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo", a digitação é lenta, a idéia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano. “Quando dizem que ...

QUE 2013 SEJA UM ANO DE MAIS REVOLTA E MENOS ESTUPRO - por LOLA ARONOVICH

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(fonte: http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/12/que-2013-seja-um-ano-de-mais-revolta-e.html) Juro que queria terminar o ano com um post levinho e inconsequente, mas não vai dar. O assunto do momento no mundo é a revolta na Índia, e vocês já devem  ter ouvido  falar do caso.  Vou resumir: no dia 16 de dezembro, em Nova Déli, uma estudante de medicina de 23 anos e seu amigo foram ao cinema, e pegaram um ônibus para voltar pra casa. Dentro do ônibus, durante uma hora, ela foi estuprada por seis  homens. Usaram uma barra de ferro para espancá-la e penetrar seu corpo, causando rompimento de vários órgãos. Também bateram no amigo, e jogaram os dois, nus, pra fora do ônibus em movimento.  Durante duas semanas, internada em hospitais, a moça lutou por sua vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu neste final de semana. O clima de revolta começou em meados do mês, quando uma multidão de manifestantes foi às ruas exigir justiça e o fim da viol...