Oi... Devo post sobre Amsterdã, faz tempo, mas acho que esse final de semana terei tempo pra prepara-lo decentemente e colocar aqui... E eu acho que esse texto tá mais urgente. Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportuidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem pelo medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, as vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor: está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase sussurrados. Sobra covardia e coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para dec...