Londres I
“Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar.”
Sabe aqueles sonhos que a gente tem, de longa data, aqueles que são proferidos varias vezes em alguns períodos, mas que depois a gente cansa de esperar que eles se realizem e os deixa de lado? Pois então, Londres era um desses sonhos pra mim. E eu posso dizer realizar um sonho da sua lista pessoal faz muitíssimo bem.
A vontade de conhecer aquele lugar tinha sido deixada de lado, mas não esquecida. Assim como os outros sonhos, que vão esperar a hora certa pra amadurecerem e virarem realidade.
Pois então, para essa viagem nós fomos pro aeroporto de metro de manhã bem cedinho. Lá chegamos em um aeroporto mais afastado do centro da cidade, em Stansted (que vista de cima tava branquinha com neve ao seu redor), no qual pegamos um ônibus que nos levou direto pra estação de Victoria (umas das estações de metro+ônibus+trem de Londres).
Como alguns de vocês devem saber, a Inglaterra não faz parte do espaço Schengen, que simboliza o acordo de livre circulação de pessoas em alguns países da Europa. Por isso nós lá tivemos que passar pela imigração (coisa que mete medo em todo mundo que viaja por aqui). Antes de passar pelos balcões onde os funcionários iriam nos encher de perguntas, nós preenchemos um formulários com dados básicos. Pessoalmente eu achei tudo super tranqüilo, nada do bicho de sete cabeça que eu sempre escutava falar.As perguntas eram simples e pra quem ta indo simplesmente pra turistar num tem muito erro não.
Quando estavamos chegando no centro da cidade já começamos a ver alguns monumentos: a London Eye, o Big Bem (que de “big” só tem o nome), a Tower Bridge, Westminster Abbey.
Bem, como era o primeiro dia (24/12), chegamos e fomos direto pro albergue fazer o “check-in”. Como já eram mais de quarto horas da tarde decidimos comprar alguma coisa pra comer e sair logo depois.
Então ai segue a lista de coisas que vimos nesse primeiro dia:
-Oxford Street (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxford_Street Ela tava toda com enfeites luminosos por causa do Natal, e é uma rua cheia de lojas variadas);
- Piccadilly Circus (http://pt.wikipedia.org/wiki/Piccadilly_Circus );
-Numa praça que tava com brinquedos de diversão temporários, onde eu andei em um que subia tão alto que dava pra ver o Big Bem e a London Eye;
-London Trocadero (http://en.wikipedia.org/wiki/Trocadero_(London));
Algumas coisas curiosas sobre a cidade. Das que eu tinha ido até então foi a que eu mais senti frio (só perdeu feio, diga-se de passagem, pra Amsterdã que eu fui semana passada). Lá anoitece MUITO cedo, tipo 16hrs já está escurecendo, 17hrs já é noitão!
De fato no primeiro dia que chegamos a cidade tava cinza como todo mundo a descreve, mas para a nossa sorte (e pra minha surpresa) nos outros dias fez um sol muito bonito!
É muito estranho ver o povo dirigindo no lado contrário, e muito confuso também. A pessoa se acostuma com o direcionamento que o transito tem, e lá é tudo ao contrario! Então quando eu achava que devíamos pegar um ônibus que ia pra um lado na verdade era pra pegar o do outro lado da rua, por causa desse babado deles dirigirem de forma diferente...
As moedas de lá também são meio complicas, num tem um padrão de relação entre tamanho-valor. Então a de 2 centavos era maior que a de 2 libras! A gente passava um tempão pra conta-las e pagar as coisas.
Ah, bom falar um pouco sobre o albergue onde ficamos. Os quartos eram razoáveis, ficamos num dormitório feminino com 6 camas, nos 3 primeiros dias ficamos sozinhas, só chegou gente pra dividir no domingo (27/12).
A cozinha era boazinha também, mas nós optamos por comprar coisas mais praticas e passamos praticamente todos os dias comendo pão com alguma coisa dentro (quase sempre era queijo). O café-da-manhã tinha o basicão mesmo, pão torrado, margarina, geléia, cereais e café (isso depois de 5 dias enche o saco de uma pessoa).
O problema que eu vi nele de fato foi o banheiro que tinha os chuveiros, de resto foi uma estadia bem razoável. Os chuveiros ficavam na parte mais baixa do albergue, e consequentemente muito longe dos quartos (estávamos no segundo andar, e os chuveiros é no que poderia-se chamar de andar -1). Se isso num fosse o bastante as duchas eram com aquele botões de apertar, sabem? Aquele que algumas torneiras tem, que se aperta pra sair a água e o fluxo para depois de um determinado tempo. Agora imaginem tomar banho assim, com a água sempre parando e tendo que apertar o botão direto!
Eu vou parar por aqui, depois coloco mais coisas sobre essa viagem.
beijos =**
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