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Mostrando postagens de outubro, 2012

"Independência ou autonomia?" por Regina Navarro Lins

"Independência ou autonomia? Hoje fala-se na mulher independente. A mulher que após ter sido sustentada durante séculos pelo pai ou marido, se libertou dessa submissão adquirindo novo status. Essas mulheres ganham seu próprio dinheiro — em muitos casos mais que seus maridos ou amigos —, compram o que desejam, viajam para onde querem, escolhem onde morar e, o melhor de tudo, não têm que prestar contas dos seus gastos a ninguém.  A mulher independente é invejada pela maioria das mulheres que, por mais que trabalhem, não garantem seu próprio sustento. Há algumas décadas, quando se iniciou o movimento de emancipação feminina, as mulheres passaram a ser incentivadas a ter uma profissão. Mas o máximo almejado era trabalhar para não precisar mais pedir ao marido dinheiro para um batom ou uma calcinha. Mais independência que isso nem se cogitava, seria ousadia demais. Muitas acreditaram e hoje lamentam. Pela incapacidade financeira de viverem sozinhas, são obrigadas a permanecer em casame...

Trecho do dia.

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O Tamanho das Pessoas...

"Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade. Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas seman...

Tirinha do Dia: Calvin e Haroldo

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O animal humano - José Antônio Orlando.

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Nem tudo são flores para a “prova de verdade” que a fotografia sempre pode representar. Desde a primeira metade do século 19, os pioneiros do registro fotográfico usaram a pretensa “verdade” da imagem fotográfica para ganhar fortunas reproduzindo, especialmente, os seres humanos considerados “exóticos, selvagens ou monstros” – muitos deles capturados como animais em seus países de origem e depois exibidos em feiras, circos e zoológicos das maiores e mais “civilizadas” capitais da Europa e Estados Unidos. Por incrível que pareça, a última dessas grandes e populares exposições em zoológicos de “humanos exóticos, quase animais” foi realizada há pouco mais de 50 anos. Em 1958, em Bruxelas, Bélgica, a apresentação em uma jaula de uma “autêntica família de um vilarejo do Congo” foi interrompida antes da data prevista. Apesar do estrondoso sucesso popular que levava todos os dias multidões ao “espetáculo”, críticas na imprensa e pressão dos países vizinhos provocaram o fechament...

sem intruso - por Carol Burgo

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(fonte:  http://beijosetextos.blogspot.com.br/2012/10/sem-intruso.html  ) é uma cadeira vazia no canto da sala. a folha que não foi varrida da rua. é ver de perto a vida desbotada. é estar vestida se sentindo nua. é a música cansada de um só acorde. o violão esquecido com as cordas partidas. é uma voz fraca, fina e sentida. é uma partitura muda e despida. é o espelho refletindo sem ter quem olhe. brincar de esconde sem ter quem ache. é uma pele macia sem ter quem afague. uma chuva insistente que não molhe. é a valsa tocada fora do compasso. a poesia cantada sem ter quem escute. é um oco no peito, um excesso de espaço. é no corpo latente a falta de abraço. é um vestido novo em desuso. é o fim de um show sem aplauso. a película de um filme confuso. assim é um coração sem intruso.

Entrevista: Regina Navarro Lins.

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A psicanalista bate na mesma tecla há mais de duas décadas:  amor é uma coisa, sexo é outra (fonte:  http://revistatpm.uol.com.br/revista/124/paginas-vermelhas/regina-navarro-lins.html  ) A psicanalista Regina Navarro Lins bate na mesma tecla há mais de duas décadas: amor é uma coisa, sexo é outra. Em sua obra mais recente,  O livro do amor , declara guerra ao idealismo: “As pessoas precisam parar de acreditar em fidelidade e amor romântico. Dentro de 30 anos, o sexo será mais livre. A bissexualidade é uma tendência” Falar de sexo não é problema para  Regina Navarro Lins . Carioca de Copacabana, mãe de dois filhos e avó de uma menina, a escritora e psicanalista de 63 anos ganha a vida falando “daquilo”. E fala sem travas, sem tabus, sem moralismo, de um jeito que incomoda muita gente e põe em xeque os sonhos de uma vida amorosa e sexual ideal. E irreal. Regina se considera “uma libertária”. Palavras como masturbação, sexo grupal (“são um...